Abro os olhos e me deparo com ela. Simplesmente ela - toda linda, sorrindo ao me ver acordar, com suaves marquinhas do travesseiro estampadas na bochecha esquerda. Ah, se ela soubesse o quanto é maravilhosa! Ah, se ela soubesse como me sinto a pessoa mais feliz do mundo ao observá-la, sabendo que é a minha garota. Minha garota-mulher mais linda de todas!
É que ela veio e fez brotar em mim um sentimento novo, daqueles bem curiosos que dão reviravolta no estômago da gente. Sentimento que chega, nos invade e nos domina - por completo. Ela é assim: mulher na medida de uma mulher. Nada menos que isso. Muito mais do que eu consiga descrever.
Ela é uma canção com os acordes mais lindos. Um poema com versos perfeitos. Uma prosa bem elaborada e impecável. Ela é um livro fechado com uma capa intrigante.. E que honra ter a oportunidade de ser a única a ler todas as suas páginas e participar de suas aventuras mais loucas! Ela é a história mais linda que estou tendo o prazer de vivenciar. O romance mais puro e sereno em meio à minha estante de livros antigos e empoeirados.
Ela enfeita o simples e colore o seu redor. Ela transforma em luz o que era escuridão. Ela é tudo, e faz com que o resto se resuma a nada.
E ela nem imagina que, quando abre aquele enorme sorriso, sinto que tirei a sorte grande. E que vê-la vestida só de camiseta ao meu lado, me faz viajar em meus próprios delírios. E que aqueles olhinhos cor-de-mel brilhantes refletem sua alma e o que ela tem de melhor.
Ela não sabe que, no meio da noite, fico acordada apenas observando-a dormir. Tranquila e serena, como um anjinho ao meu lado. Linda, perfeita e minha. Completamente minha. E ela também não sabe que eu sou dela - assim, inteiramente. Ela nem imagina que eu pertenço a ela de uma maneira que nunca pertenci a alguém.
Ela não sabe que poderia ser a personificação do amor, sem tirar nem pôr. Ela não faz ideia de como a admiro, e nem sabe o que penso dela, assim em fração de segundos. Ela não sabe que é a melhor coisa que eu nunca pensei que teria para mim.
Vê-la como primeira imagem do dia em uma manhã como essa torna tudo melhor. E ela, com seus lábios doces e macios, me dá o melhor beijo do mundo assim que vê meu sorriso retribuído. Como não amar essa mulher?
O que ela também não sabe - e que talvez seja a coisa mais importante que escondo - é que eu a amo. Amo de um jeito torto, de um jeito bobo, irracional e atrapalhado. Amo mais ainda quando sinto suas pernas se enlaçando nas minhas e seus braços contornando meu corpo. E, despeço-me aqui. Porque me acarinhando desta forma, o que mais quero nessa manhã é amá-la um pouco mais.
Mesmo que ela não saiba disso. Mesmo que ela não saiba que já denomino “amor”.
(affectingyou)
Às vezes pensamos que o surgimento de um novo alguém em nossas vidas é para o nosso próprio bem. Muitas vezes acreditamos que é aquele alguém que tanto almejamos. Que nos cuidará quando mais precisarmos, e quando não precisarmos também - apenas pelo puro prazer de querer ver bem. Que nos amará nos momentos felizes e nos tristes, principalmente. Que coagulará até mesmo as feridas mais internas existentes em nossos corações. Que nos renovará. Que nos fará evoluir.
E você chegou. De forma sorrateira e extremamente sutil. Chegou e conquistou para si o que, anteriormente, muitas lutaram para conseguir - e não conseguiram, de fato. Furtou meu coração sem avisos ou prévias. E, confesso: quando eu percebi o ocorrido, não relutei.
Devo confessar, também, que o novo sempre me atraiu. E, por outro lado, sempre me deixou receosa. E a situação em que fui colocada por ti, mesmo que sem a sua intenção, era nova. Nunca havia me ocorrido nada parecido. E mesmo repleta de medos e receios, não relutei. Acho que se lembra bem disso: eu deixei fluir.
Fluir.. Sabe? Esse pensamento moderno de que prosseguiremos com relacionamentos e situações até onde eles realmente devam durar, de forma natural e indolor. E ainda me questionam por que motivos eu acho toda essa modernidade um “pé no saco”. Nenhum ser humano é tão moderno e tão “sangue frio” a ponto de perder sua humanidade, perder aquilo que tão somente nos difere dos animais: a capacidade de amar e de nos expressar em nome disso, e de ter medo de perder, e de sofrer em nome do amor.
Não preciso mencionar aonde esse “fluir” me levou. Acho, de certa forma, um tanto quanto retórico mencionar o quanto esse sentimento novo cresceu em meu peito, e o quanto se expandiu, tomando conta de todo o meu ser. Assustei-me no momento em que me vi respirando você - fazendo jus a todo o exagero do termo.
E é nesse auge máximo de sentimento que o sofrimento aparece. Na realidade, tem que haver atenção, porque ele aparece camuflado em várias situações anteriores. Situações em que eu - totalmente vendada pelos laços de um sentimento que só crescia a cada dia - deixei passar. Me forcei a esquecer o que me amedrontava, ainda que diversas vezes a vida esfregasse em meus olhos e me remetesse à situações anteriores, intensificando tudo o que eu já temia e todas as conclusões que cheguei a ter a partir disso.
Mas, convenhamos. Coração apaixonado é coração burro. Ingênuo, para falar a verdade. Que mesmo apanhando incessantemente, continua com seus batimentos típicos. Ou, então, atípicos, numa arritmia curiosa e involuntária, com sonoridade significante e semelhante a um pedido de socorro. Implorando por misericórdia a cada batida. E a cada batida, mais ele sangra. Não um sangramento normal para manter o ritmo de circulação de sangue em meu corpo. Ele sangra de tanto doer. Acredito ser a maneira que ele tem de chorar.
Quando a dor é grande demais para caber no coração, ela escorre como cachoeiras pelos olhos. E mesmo sendo você a causa, não te desejo dor igual. Ninguém no mundo, por mais cruel que seja, merece sentir isso.
Crueldade. Esse é o ponto. É aquilo que destrói. Corrói. Estraçalha todo e qualquer coração. Alimentar o sentimento de alguém, para depois destruí-lo de tantas formas consecutivas. Curar superficialmente com palavras ilusórias, e depois destroçar tudo o que ainda havia intacto. Quantas vezes um coração suporta a mesma surra? Talvez seja essa a sua graça. Talvez seja esse o seu divertimento. Ver até onde um coração se mantém vivo por você. Até onde ele suporta.
Poderia paragrafar sobre minhas dores e meus pensamentos até o fim dos meus dias nessa mesma prosa, visando a confusão existente em minha mente tão fértil e rápida, que faz zigue-zague pulando de um pensamento a outro em questão de segundos. Porém, finalizarei e reticenciarei aqui.
Sem mais delongas e sem despedidas, até que um novo sofrimento e devaneio se apoderem de todo o meu ser.
Até que um novo sofrimento me invada e me faça regurgitar palavras desconexas e encharcadas de sentimentos meus.
Como agora.
Como há pouco.
Como…
O que estás escrevendo, Joyce?
(affectingyou)
Lá fora só se ouve o vento. Ele deve ter vindo para me consolar. Tremendo calor de verão e ainda não chegou nem a primavera. Contraste curioso entre o clima e o meu coração no momento. Um quente e o outro congelando gradualmente. Sensação estranha, melancolia adversa. Esse nó na garganta está me sufocando, dando a impressão de que quanto mais eu tento desatá-lo, mais espesso ele fica. Abro a janela, enquanto sinto meu coração se quebrando, batendo lentamente. Sinto aquela brisa gelada que vem em direção ao meu corpo. E eu luto.. Literalmente eu luto contra essa vontade desesperadora de chorar. Luto para não deixar as lágrimas quentes e salgadas transbordarem dos meus olhos e molharem toda a minha face. Mantenho meus olhos fechados, me focando na escuridão por detrás das minhas pálpebras. Escuridão. É isso o que eu vejo. É isso o que sinto. Escuridão, essa, que me rodeia e me abraça. (affectingyou)
Chegou de repente, chamando a minha atenção. É, menina.. de primeira foi atração. Toda linda, princesa, distante e intocável. Não pensei que um dia, para você, eu seria notável. Não sei explicar direito o que aconteceu, mas meu interesse acho que você logo percebeu. Quem não perceberia, afinal? Não fiz questão de disfarçar, embora minha timidez me impedisse de chegar.. De chegar em você, tão linda, perfeita e além de tudo inteligente.. Mais inteligente que muita gente que cheguei a conhecer. Tudo era tão novo pra mim, não sei como você me deixou assim.. Tão louca e tão sua a cada dia mais, enfim.. Hoje eu te escrevo e te declaro que, sim.. Você me fez gostar de você talvez mais do que eu gosto de mim. (affectingyou)
Nada nítido. Tudo confuso. Um emaranhado de emoções e pensamentos. Pensamentos nunca antes analisados. Emoções nunca antes sentidas. Estranho. Mas um estranho bom, eu diria. Um estranho delicado, um tanto quanto doce e curioso. Amizade. Carinho. Novidade. Afeto. Desejo. Proteção. Ciúmes. Cuidados. Tudo isso, por alguém igual a mim.. Como pode? Podendo, acontecendo. É a vida. Tão incerta, tão louca, tão maravilhosa e cheia de surpresas. (affectingyou)
Acredito que a base do amor seja a admiração. Mas também acredito que a base da inveja - e da cobiça - seja igualmente a admiração. A diferença entre a admiração do amor e da inveja é que o amor é gostar do outro, admirar o outro para o outro. Ficar contente pra caramba com o outro, simplesmente. A inveja não. A inveja é admirar, mas lá no fundo querer ter alguma coisa. Às vezes a gente acha que está apaixonado, que está amando, mas não está. A gente está num baita ato invejoso. E isso se mede por aquela coisa.. No começo: ”Nossa, ele é incrível, ele é tão trabalhador”. E o motivo da separação: ele trabalhava muito. No começo: ”Nossa, ela é gostosa, linda, vaidosa”. Motivo de queixa, depois: ela só pensa em roupa. Inveja é começar a “destruir” o que o outro tem de bom. Criticar o que até então era admirável. Uma das coisas que estraga a maioria das relações amorosas é pensar apenas no que a outra pessoa tem para lhe servir - e isso descreve um tipo de relação interesseira -, e não pensar no que você pode servir para aquela pessoa e no que pode oferecer a ela. Mas isso não quer dizer que deve-se haver um equilíbrio. Às vezes o casal quer, realmente, o desequilíbrio. Às vezes, por exemplo, a mulher não aguenta receber tanto afeto, mas por outro lado gosta de dar muito afeto. Então, você que é de fora vai ter a sensação de que aquele relacionamento é desequilibrado. Mas eles estão absolutamente felizes daquele jeito. Há o equilíbrio entre eles, de acordo com suas vontades e necessidades. Eles se completaram, se encaixaram daquela maneira. E uma coisa que é chave para um relacionamento dar certo, é aquela coisa: a percepção. Perceber o outro, no sentido natural da palavra. Não fantasiar e delirar em cima, mas simplesmente perceber. Quando se há essa percepção no outro, a relação tem tudo para dar certo, fluir e perdurar para sempre. Tem que ter vontade de estar com o outro. Vontade de conversar, de rir, de falar qualquer coisa, de compartilhar. (affectingyou)
Não tem jeito. É natural do ser humano ter essa tendência para o ciúmes. Todo mundo já se mordeu de ciúmes algumas vezes. Acontece. Mas devemos reconhecer o quanto o ciúmes é um sentimento egoísta. Não significa amar mais, ou amar mesmo. É sinal de medo de perder, medo de ser trocado, insegurança. Medo da pessoa com quem você está acabar encontrando alguém melhor que você, em alguma coisa. Ciúmes é como um parasita habitando dentro de você, sendo alimentado de maneira voraz a cada paranoia que sua mente cria. Não é de se esperar que ciúmes é uma grande causa de términos de relacionamentos, já que quando alimentado de formas assustadoras acaba gerando apenas brigas na relação. Quando a pessoa se dá conta, não existe mais amor, mais alegria, mais felicidades.. Apenas ciúme e discussão. Sem mencionar que o ciúme tem efeitos contrários. Ao invés de servir como uma forma de “cuidar do que é seu”, ele acaba desgastando tanto o relacionamento que certamente o que você queria evitar, vai acabar acontecendo. É óbvio que nessas situações, todos os outros homens e mulheres parecerão muito mais interessantes do que a pessoa com quem você está. O ciúme é tão instintivo do ser humano, que até as pessoas que se sujeitam a ter um relacionamento aberto, no fundo tem ciúmes, por mais inacreditável que possa parecer. Casais liberais aceitam ter esse tipo de relação aberta, desde que seja somente sexo. Por exemplo.. O namorado achou uma mulher gostosa, e tem tesão naquela mulher, ele vai lá para transar com ela e pronto. Uma vez, e acabou. Agora se ele vai e transa uma, duas, três, quatro vezes com ela, a namorada oficial já vai ficar com um pé atrás. E vice versa. A pessoa começa a se incomodar por estar vendo o surgimento de um vínculo afetivo, em algo que deveria ser somente sexo. E aí que surge o ciúme, nesses casos. O ciúmes se dá mais por causa de vínculo. É mais fácil perdoar uma transa por tesão. Agora uma paixão, é outra história. Quando envolve sentimento acaba sendo outra história. Imagine ouvir da pessoa que você está junto: “Mas eu não tive nada com essa pessoa, eu só me apaixonei”. Fudeu. Vai lá tentar conviver com isso. Tenta perdoar isso. É foda demais, vamos combinar. E o ser humano é assim. Ele tem essa coisa de possessividade. De querer ser toda a fonte de felicidade do outro. Todo mundo algum dia já se sentiu assim, já agiu assim. Talvez a tal ponto de se incomodar que a outra pessoa está lá em um passeio com os amigos, dando gargalhadas sem ela presente. Já vem aquela paranoia: “Como ele está gargalhando sem a minha pessoa?” Parando para pensar dessa forma, não tem sentido algum. Ciúmes não tem benefício algum. Ciúmes não prende ninguém.. Pelo contrário, apenas afasta. Ciúmes nada mais é que insegurança pura. (affectingyou)
Um grande problema que existe hoje é falta de senso crítico das pessoas. Resumindo: as pessoas não pensam. Parece ser mais confortável não pensar, não refletir, não se questionar sobre as coisas. Algumas pessoas chegam a acreditar que quem não pensa é mais feliz. Eu discordo. Eu prefiro pensar. Eu não gosto da ideia de achar que a ignorância é uma bênção, algo bom. É claro que o ato de pensar traz conflitos, dúvidas, inseguranças. Mas, por outro lado, pensar é evoluir. É não se manter na estagnação de levar a vida sem questionamentos. Ignorância é inércia. (affectingyou)
Você é muito mais do que um namorado pra mim. É o pai que eu não tive, quando me dá sermões e me obriga a comer, quando se preocupa com a minha saúde, brigando comigo pelo meu próprio bem. É o irmão que eu sempre quis ter, aquele que faz graça comigo, me zoa.. Aquele que sempre tem uma piadinha na ponta da língua e que sempre consegue me deixar bem, mesmo em dias ruins. Você é o meu melhor amigo, aquele que eu preciso ir correndo contar as novidades, aquele que sabe detalhes da minha vida que nenhuma outra pessoa sabe. Com exceção da minha mãe, você é a única pessoa que eu acredito que jamais desistirá de mim. É a pessoa que conhece todos os meus defeitos, e ainda assim continua do meu lado. Você é tudo para mim. Você é maravilhoso. Eu não tenho dúvida alguma de que tudo isso que temos é verdadeiro. Jamais me questiono sobre essas coisas. A forma como a vida nos apresentou e, mais do que isso, a maneira como nosso destino foi se cruzando.. Só comprova que era para ser. Era para acontecer. Era pra existir um “nós”. Olho para todos esses obstáculos que a gente enfrentou - e que ainda enfrentamos -, e estamos aqui. Juntos. Apesar de qualquer vacilo, de qualquer erro, de qualquer briga ou rompimento que parecesse definitivo. No final, sempre estamos aqui. Pertencendo um ao outro. De corpo, coração e alma. A intensidade que nos diverge, é a mesma que nos une. Nossos lados opostos existem para nos completar. O que falta em um, tem no outro. Quando um está prestes a levantar a bandeirinha branca, em desistência, o outro vai lá e resgata tudo de volta. Acho que sempre teremos momentos assim. Altos e baixos. É o preço de toda essa intensidade. É o preço de tanto amor. (affectingyou)
Eu odeio você. Odeio sua insensibilidade. Odeio seu jeito mesquinho de achar que todo sofrimento alheio é drama. Odeio sua forma de julgar. Odeio sua estupidez. Odeio sua grosseria, e odeio o circo que expõe até hoje para o mundo. Odeio sua falta de civilidade ao discutir. Odeio seu desrespeito. Odeio quando você faz descaso dos meus sentimentos. Odeio você não saber se colocar no lugar dos outros. Odeio você ser tão seguro e jamais entender as inseguranças alheias. Odeio seu temperamento explosivo e inconsequente, impulsivo. Odeio não ser como você. Odeio não conseguir abrir a boca para proferir-lhe imundices, também. Odeio chorar, enquanto você sequer repensa suas palavras e atitudes. Odeio seu jeito de se achar sempre o certo. E.. Eu odeio você ser muito mais do que eu já mereci. Eu odeio quando você me desperta esse medo, essa insegurança. Eu odeio não me sentir boa o bastante pra você. Eu odeio quando você não me entende. Eu odeio quando fico sorrindo abobalhada olhando suas fotos, ou vendo nossos vídeos juntos. Eu odeio quando você chega de mansinho dizendo que me ama depois de uma briga. Eu odeio não conseguir odiar você, mesmo tendo milhares de motivos para isso. Eu sou uma estúpida, e eu amo você. (affectingyou)
